domingo, 13 de março de 2011

A Importância do 1º Emprego


A Primeira Grande Chance
Que roupa devo usar? O que falar? Como me portar? Fala-se tanto em mercado de trabalho, carreira e emprego não é mesmo? Mas você já parou para pensar realmente no significado de tudo isso? Estar inserido no mercado, fazendo o que você sabe melhor, cumprindo horários, obrigações, sendo responsável em suas tarefas, aprendendo a lidar com pessoas, com o dinheiro, com o novo, com o incerto, com a mudança, com o amadurecimento, a experiência, o autoconhecimento.

Poderíamos aqui, listar mil coisas que embarcam junto com primeiro emprego. Para uma primeira impressão, pode até assustar. Mas a hora chegará para todos, é natural do ser humano querer seguir seu próprio caminho, querer deixar suas migalhas e pegadas por onde passa. Criar asas, voar ao longe, não ver limites para os sonhos. E isso pode ser visto claramente com a aterrissagem do esperado, (ou nem tanto) primeiro emprego!

Respeitável Público! É assim mesmo, são anos de preparação, para então estrear, subir no picadeiro com o nervosismo a flor da pele e fazer um belo espetáculo. O crescimento e amadurecimento que se adquirem a ingressar em um emprego são estrondosos. Além de conviver com pessoas diferentes, conhecer outros pontos de vista, ter que administrar o dinheiro ganho, existem também as dificuldades, e vamos combinar que são elas as responsáveis pela maior porcentagem no nosso crescimento, seja ele pessoal, social, enfim, em todos os âmbitos.

O primeiro emprego, diante da nossa carreira, tem a mesma importância que a primeira professora, diante da nossa vida escolar. Em ambos os casos, a experiência fica marcada para sempre na memória. Por isso, o ideal é que seja algo bastante positivo, que possa proporcionar uma entrada com o pé direito no mercado de trabalho.

O primeiro emprego é muito importante porque se torna a base dos contatos da vida profissional que começa. Isso tem toda a lógica visto que se alguém começar por trabalhar numa determinada área, os seus contatos, até mesmo para uma mudança de emprego no futuro, vão se basear nessa experiência e, por consequência, mais facilmente se consegue um outro cargo dentro da mesma área. É como o networking, lembram?. Esse período, quando bem conduzido faz com que o jovem tenha chance de aprender, na prática, o que antes só via em livros. É a hora de aperfeiçoar habilidades e dons.

Já tem alguns anos, onde o maior paradigma para muitos ingressantes no mercado é a experiência. Como conquistar a tão desejada experiência se não se tem a primeira chance? Cremos que esses questionamentos devem fazer parte dos pensamentos de muitos adolescentes “barra” jovens atualmente. Porém, felizmente o cenário vem se modificando.

Muitas empresas buscam mesclar os cabelos brancos com a vontade dos jovens, certamente combinação que dá certo! Hoje, é de praxe das empresas contratarem iniciantes, mais conhecidos como “Menores Aprendizes”. Eles podem ter de 15 a 23 anos e devem estar inscritos e devidamente cursando um programa de aprendizagem, compatível com a função que exercerão dentro da empresa.

Atualmente todas as empresas devem acolher jovens, por menor que seja seu quadro de funcionários. Se a empresa obtiver até 4 empregados, é obrigação dela contratar ao menos um jovem. Se possuir de 5 a 10 empregados, o quadro de jovens contratados deve subirá para 2. Uma corporação com mais de 10 funcionários deve ter como trabalhadores iniciantes até 20% do seu quadro pessoal. Não faltam chances!

Voltamos ao mesmo ponto então, a importância do primeiro emprego. Ao ingressar nesse trabalho, além do desenvolvimento pessoal e do conhecimento das instituições, estarão mais visíveis ao jovem seus gostos e habilidades. Dessa maneira ele poderá optar no futuro, a seguir nessa carreira ou não. Grande ajuda hein?

Ser financeiramente independente? É, só o trabalho traz isso e é através de um enorme empenho. (Nossos pais que o digam!). Poder comprar o que lhe agrada, porém com responsabilidade e limite, é o sonho de qualquer adolescente. Ver na loja o CD do seu artista predileto e comprá-lo, sabendo que foi com o seu esforço e competência é o mais recompensador. Mas sem exageros galera! Saber administrar esse dinheiro só prova o quão responsáveis e maduros somos.

Na verdade, a experiência começa desde a procura do primeiro emprego. O fundamental é não desanimar em nenhum momento. A primeira tentativa serve sempre para aprender e para então, fazer melhor na segunda vez. O primeiro emprego a grande oportunidade para demonstrar as suas melhores qualidades, adquirir experiência e preparar-se para trabalhos mais exigentes. As portas da “vida adulta” se abrem.

“Para alguns surfistas, achar a grande onda pode significar o maior momento das suas vidas. Para alguns profissionais, o futuro e sucesso de suas carreiras. E, para conquistá-la, o trabalho caracteriza-se como o melhor meio” (Maria C. Ramos, do CIEE).

Chegada à Hora

Pausa nas aulas, momento de aguardar novos desafios: as férias de julho também são a oportunidade certa para a galera dar os primeiros passos no mercado de trabalho. Mas sem estresse, o importante é ter foco nos seus planos. Aulas encerradas, hora de relaxar e curtir as férias. Quer dizer, dar um tempo nos livros e ralar um pouco de um jeito diferente. Sim, nem todo mundo vai para o cinema ou ficar horas a fio colado na internet: afinal de contas, é hora de encarar o estágio. A “responsa” é grande, mas nem por isso chata ou desmotivadora.

A Equipe Conhecitando quer dar uma ajuda a você que está se preparando para a busca do seu primeiro emprego/estágio, essa etapa tão importante. Assim, desenvolvemos algumas dicas básicas, porém muito úteis. Veja!

-Vista-se de forma adequada, lembre-se de que você não vai a uma festa, ou a praia.
- Chegue pelo menos 10 minutos antes do horário estabelecido. Isso mostra seu comprometimento e responsabilidade.
- Cumprimente e trate as pessoas de forma gentil, independe de cargo ocupado na empresa. Use a abuse das palavrinhas mágicas!
- Questione a quem deve se dirigir em caso de necessidade.
- Faça um pequeno esforço para memorizar o nome das pessoas com que vai trabalhar diretamente. Ser lembrada e chamada educadamente pelo nome eleva a auto–estima de qualquer um.
-Escute com atenção todas as orientações e anote-as se necessário.
-Não tenha pressa em mostrar o que sabe, as oportunidades caminham junto ao tempo.
-Não tenha medo de apresentar sugestões que possam vir a melhorar o trabalho.
-Aprenda com os seus colegas.

O Jogo do Primeiro Emprego

Começa com a identificação de oportunidades. Para isso, meios possíveis são o “networking” (explanado no post passado), buscas na internet  em anúncios de jornais, entre outros.

- Definido o alvo, é hora de pensar em currículo. Segundo especialistas, é bom revelar atividades desempenhadas. Viagens , estágios internacionais e trabalhos voluntários estão em alta.

- Supondo que o currículo tenha sido aprovado, chega a hora dos primeiros testes escritos e da dinâmica de grupo. Nos testes, preparo e paciência são palavras-chave. Para a preparação leia jornais e revistas e mantenha-se bem atualizado.

- Na dinâmica de grupo, não finja ser mais “líder”, mais “cooperativo” ou “flexível” do que realmente é. Recrutadores das áreas de recursos humanos não são facilmente enganados.

- Na etapa final, a entrevista, mantenha a calma. Sinceridade e clareza são essenciais. Esquecer a “decoreba” é o conselho.

- Para largar na frente, dê respostas objetivas. Lembre-se de que você não está na sua casa e mantenha a boa postura (elegância e educação).

- Outra sugestão preciosa é conhecer o chão em que está pisando. Estudar as atividades da empresa e o segmento em que ela atua podem facilitar o jogo.

Com essas dicas está fácil marcar o gol não é? Temos certeza que sim!

Os Jovens e Seu Ganha-Pão

Mais de metade dos jovens brasileiros estão desempregados, mas ainda assim mostram otimismo. No Brasil, apenas 36% dos jovens entre 15 e 24 anos têm emprego, outros 22% já trabalharam, mas estão desempregados atualmente; na média, os jovens demoram 15 meses para conseguir o primeiro emprego ou uma nova ocupação, nas regiões metropolitanas. No total, 66% deles precisam trabalhar porque todo o seu ganho, ou parte dele, complementa a renda familiar.

Para os jovens que têm alguma ocupação ou profissão, a realidade é menos dura: embora somente 41% tenham sido absorvidos pelo mercado formal de trabalho, 82% do universo estão de alguma forma trabalhando e conseguindo remuneração mensal fixa ou variável. Segundo a pesquisa, para 79% dos 1.806 jovens entrevistados, apenas ter um emprego já é motivo de satisfação. Vejamos a distribuição dos entrevistados de acordo com o vínculo empregatício:

37% não têm carteira assinada
15% têm carteira assinada
15% trabalham por conta própria em ocupação temporária
5% estão em outras situações
3% trabalham por conta própria em ocupação regular
2% são universitários e trabalham como autônomos
2% são funcionários públicos
2% trabalham para a própria família, sem remuneração fixa
1% é de estagiários.

Grande? Pequeno? Não, Menor Aprendiz!

O programa Menor Aprendiz, criado pelo governo federal vem abrindo muitas portas para milhares de jovens brasileiros. Oferece a oportunidade de qualificação além da chance de se tornar um profissional de sucesso no mercado de trabalho.
Mais do que auxiliar jovens e adolescentes, esse programa beneficia também as empresas conveniadas que, além de terem seus impostos reduzidos, também lucram com a descoberta de novos talentos, o que decorre muitas vezes do empenho e capacidade dos alunos contratados para menor aprendiz.
Para participar e se tornar um mais novo menor aprendiz, é necessário ter entre 15 e 24 anos de idade e estar devidamente matriculado e cursando algum curso de aprendizagem relacionado à área em que se vai atuar na empresa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário