domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa do Senhor Jesus


O significado da Páscoa

A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dica do Dia

O Corpo Fala?

Olá meus Jovens tudo bem com a graça de Deus e Nossa Senhora Aparecida? Lendo por ai, encontrei algo interressante para quem quer se expressar bem. Então boa leitura:

Se o corpo não falasse a palavra não teria sentido. Seria como a fala de um robô, absolutamente sem expressão.  Fala do hemisfério esquerdo! A interpretação do que fosse dito seria tão incerta quanto a interpretação de um texto. Seria  pior: no escrito há sinais que indicam inflexões que um  robô não reproduziria. Exclamações, vírgulas, interrogações,  reticências e mais não são reproduzidas pelo robô.  É falso que as palavras têm sempre o mesmo sentido – ou poucos  sentidos  (os do dicionário). Mais falso ainda que elas serão sempre entendidas do mesmo modo por várias pessoas – de  qualquer idade ou classe social,  em várias circunstâncias, em várias épocas. Cada ser enfático,pois os preconceitos em  contrário são muito fortes: a semântica inteira (o significado das palavras!) depende do não verbal, da expressão do rosto, do  tom da voz, dos gestos, da atitude, do tema em discussão, das circunstâncias e dos interlocutores

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Nosso Evangelho Diário

Evangelho: João (Jo 8, 51-59)
Antes de Abraão

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 51"Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte".
52Disseram então os judeus: "Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: 'Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte'. 53Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes ser?" 54Jesus respondeu: "Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. 55No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. 56Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se".
57Os judeus disseram-lhe então: "Nem sequer cinqüenta anos tens, e viste Abraão!" 58Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou". 59Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo. Palavra da Salvação!

Comentário do Evangelho
O Senhor da vida

A origem e o destino de Jesus foram motivo de controvérsia com os judeus. Por um lado, o Mestre proclamava: “Se alguém guarda a minha palavra, jamais verá a morte”. Por outro, afirmava: “Antes que Abraão existisse, Eu sou”.
Seus adversários raciocinavam de maneira aparentemente lógica. Os personagens mais veneráveis do povo, como Abraão e os profetas, morreram. Acreditava-se na volta do profeta Elias, que fora arrebatado ao céu numa carruagem de fogo. Não se tinha, porém, notícia de alguém que não iria experimentar a morte. Com Jesus, não haveria de ser diferente. Quanto à sua origem, era suficiente considerar sua idade bastante jovem – “Ainda não tens cinqüenta anos ...” – para se dar conta da falsidade de sua afirmação.
Este modo de pensar estava em total descompasso com a real intenção de Jesus. Referindo-se à morte, pensava em algo muito mais radical que a pura morte física. Suas palavras abririam caminho para a vida eterna, na comunhão plena com o Pai, para além das vicissitudes desta vida terrena. Ao referir-se à sua origem, não estava pensando no seu nascimento carnal, historicamente determinável, e sim na sua vida prévia, no seio do Pai. Neste sentido, pode-se dizer anterior ao patriarca Abraão, por possuir uma existência eterna.
Os inimigos de Jesus eram demasiado terrenos para compreender esta linguagem

terça-feira, 12 de abril de 2011

Nosso Evangelho Diário


Evangelho: João (Jo 8, 21-30)
Incredulidade dos ouvintes

Naquele tempo disse Jesus aos fariseus: 21"Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir". 22Os judeus comentavam: "Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: 'Para onde eu vou, vós não podeis ir'?" 23Jesus continuou: "Vós sois daqui debaixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. 24Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados". 25Perguntaram-lhe pois: "Quem és tu, então?" Jesus respondeu: "O que vos digo, desde o começo. 26Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar, também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo". 27Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. 28Por isso, Jesus continuou: "Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. 29Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado". 30Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele.  Palavra da Salvação!


Comentando o Evangelho
Jesus revela sua identidade

Os diálogos entre Jesus e seus adversários eram pontilhados de mal-entendidos. As palavras do Mestre eram tomadas numa conotação indevida, acabando por alterar-lhes o sentido. Quando Jesus evocava sua próxima volta para o Pai, eles pensavam em suicídio. O Mestre afirmava que era do Alto e não deste mundo. Seus adversários, no entanto, não percebiam do que se tratava. Sua mente obtusa não lhes permitia captar o sentido de qualquer afirmação de Jesus.

Ao falar de si mesmo, como "Eu Sou", Jesus retomava o nome divino revelado a Moisés na teofania da sarça ardente. "Eu sou", dito de Jesus, portanto, colocava-o no mesmo nível da divindade, afirmando sua unidade profunda com Deus tanto no ser quanto no agir.
Os adversários do Mestre eram incapazes de dar este salto de qualidade. Seu horizonte teológico era insuficiente para isto. A conjugação do "Eu Sou" vétero-testamentário com a pessoa de Jesus de Nazaré supunha uma abertura de mente impossível de ser encontrada no âmbito do farisaísmo. O monoteísmo monolítico de sua fé não lhes permitia aceitar a pessoa do Messias, sem causar rupturas. Este, porém, ao revelar sua unidade com o Pai, não tinha nenhuma intenção de negar a fé monoteísta de seu povo. Simplesmente, ele sabia que Javé não era um Deus solitário. Junto com ele, estava seu Filho querido.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nosso Evangelho Diário

João (Jo 7, 1-2.10.25-30)
Na festa das tendas
 
Naquele tempo, 1Jesus andava percorrendo a Galiléia. Evitava andar pela Judéia, porque os judeus procuravam matá-lo. 2Entretanto, aproximava-se a festa judaica das Tendas. 10Quando seus irmãos já tinham subido, então também ele subiu para a festa, não publicamente mas, sim, como que às escondidas. 25Alguns habitantes de Jerusalém disseram então: "Não é este a quem procuram matar? 26Eis que fala em público e nada lhe dizem. Será que, na verdade, as autoridades reconheceram que ele é o messias? 27Mas este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde ele é". 28Em alta voz, Jesus ensinava no templo, dizendo: "Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não vim por mim mesmo, mas o que me enviou é fidedigno. A esse, não o conheceis, 29mas eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou.” 30Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora. Palavra da Salvação!
 
Comentário do Evangelho
Só o Pai tem poder sobre Jesus
 
Os perseguidores de Jesus foram estreitando, sempre mais, o cerco a seu redor, com o intento de matá-lo. O Filho de Deus, porém, não ficou abalado, nem mudou seu programa de ação, temendo represálias. Sua ousadia brotava da segurança com que buscava ser fiel ao querer do Pai.
Embora ameaçado de morte, Jesus pregou abertamente em Jerusalém, defendendo sua condição de enviado e sua missão. Seus inimigos, nem de longe se davam conta da origem divina do Mestre. Por causa de seus preconceitos, detinham-se apenas na aparência humana de Jesus. Entretanto, além de ser realmente homem, ele era o enviado de junto do Pai, com a missão precisa de trazer salvação à humanidade.
Os adversários de Jesus só esperavam o momento propício para concretizar seu intento de matá-lo. Não conseguiam, contudo, pôr em prática seu desígnio maligno, porque a hora de Jesus ainda não havia chegado. Só o Pai tinha poder sobre o Filho. Por conseguinte, a vida de Jesus se consumaria na hora determinada por ele. A cruz dependia do plano de Deus para Jesus. As tramas dos inimigos não tinham nenhuma importância, pois a vida de Jesus seguia um projeto sobre o qual eles não tinham o poder de influir. Nada aconteceria com Jesus, sem o consentimento do Pai.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Nosso Evangelho Diário



Ano A - Dia: 06/04/2011


Os que ouvem e vivem a Palavra, viverão...

Jo 5,17-30

Jesus, porém, deu-lhes esta resposta: "Meu Pai trabalha sempre, e eu também trabalho". Por isso, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, pois, além de violar o sábado, chamava a Deus de Pai, fazendo-se assim igual a Deus. Jesus então deu-lhes esta resposta: "Em verdade, em verdade, vos digo: o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz igualmente. O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda... Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer... Em verdade, em verdade, vos digo: quem escuta a minha palavra e crê naquele que me enviou possui a vida eterna e não vai a julgamento, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade, vos digo: vem a hora, e é agora, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Vamos Refletir um Pouco...



FÉ E PERSEVERANÇA

Três rapazes suspiravam por encontrar o Senhor, a fim de fazer-lhe rogativas.
Depois de muitas orações, eis que, certa vez, no campo em que trabalhavam, apareceu-lhes o carro do Senhor, guiado pelos anjos.
Radiante de luz, o Divino Amigo desceu da carruagem e pôs-se a ouvi-los.
Os três ajoelharam-se em lágrimas de júbilo e o primeiro implorou a Jesus o favor da riqueza. 0 Mestre, bondoso, determinou que um dos anjos lhe entregasse enorme tesouro em moedas. 0 segundo suplicou a beleza perfeita e o Celeste Benfeitor mandou que um dos servidores lhe desse um milagroso ungüento a fim de que a formosura lhe brilhasse no rosto. 0 terceiro exclamou com fé:
- Senhor, eu não sei escolher... Dá-me o que for justo, segundo a tua vontade.
O Mestre sorriu e recomendou a um dos seus anjos lhe entregasse uma grande bolsa.
Em seguida, abençoou-os e partiu...
O moço que recebera a bolsa abriu-a, ansioso, mas, oh! desencanto!... Ela continha simplesmente uma enorme pedra.
Os companheiros riram-se dele, supondo-o ludibriado, mas o jovem afirmou a sua fé no Senhor, levou consigo a pedra e começou a desbastá-la, procurando, procurando...
Depois de algum tempo, chegou ao coração do bloco endurecido e encontrou aí um soberbo diamante. Com ele adquiriu grande fortuna e com a fortuna construiu uma casa onde os doentes pudessem encontrar refúgio e alivio, em nome do Senhor.
Vivia feliz, cuidando de seu trabalho, quando, um dia, dois enfermos bateram a porta. Não teve dificuldade em reconhecê-los. Eram os dois antigos colegas de oração, que se haviam enganado com o ouro e com a beleza, adquirindo apenas doença e cansaço, miséria e desilusão.
Abraçaram-se, chorando de alegria e, nesse instante, o Divino Mestre apareceu entre eles e falou:
- Bem-aventurados todos aqueles que sabem aproveitar as pedras da vida, porque a fé e a perseverança no bem são os dois grandes alicerces do Reino de Deus.

domingo, 3 de abril de 2011

Novos Missionários


Hoje dia 03 de abril da paróquia de Sant'Ana na cidade de Roseira, às 19:00 haverá a missa de envio aos novos coordenadores e assessores da juventude e infância missionária.
Esse será um passo muito importante para a nossa paróquia e seus participastes. Juntos iremos transformar nossa comunidade Cristã elevando nossa fé e glorificando nosso Deus que nos amou e nos ama incondicionalmente ao ponto de ter entregue seu filho para nos salvar!

"JUVENTUDE MISSIONÀRIAsempre solidária”! 



"INFÂNCIA MISSIONÁRIA - De todas as crianças do mundo, Sempre Amigas!"

Nosso Evangelho Diário



Evangelho: João (Jo 9, 1-41) ou a forma breve: Jo 1.6-9.13-17.34-38
O cego foi, lavou-se e voltou enxergando

Naquele tempo, 1ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. 2Os discípulos perguntaram a Jesus: "Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais?" 3Jesus respondeu: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso serve para que as obras de Deus se manifestem nele. 4É necessário que nós realizemos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia. Vem a noite, em que ninguém pode trabalhar. 5Enquanto estou no mudo, eu sou a luz do mundo". 6Dito isto, Jesus cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. 7E disse-lhe: "Vai lavar-te na piscina de Siloé" (que quer dizer: enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando.

8Os vizinhos e os que costumavam ver o cego - pois ele era mendigo - diziam: "Não é aquele que ficava pedindo esmola?" 9Uns diziam: "Sim, é ele!" Outros afirmavam: "Não é ele, mas alguém parecido com ele". Ele, porém, dizia: "Sou eu mesmo!". 10Então lhe perguntaram: "Como é que se abriram os teus olhos?" 11Ele respondeu: "Aquele homem chamado Jesus fez lama, colocou-a nos meus olhos e disse-me: 'Vai a Siloé e lava-te'. Então fui, lavei-me e comecei a ver". 12Perguntaram-lhe: "Onde está ele?" Respondeu: "Não sei".

13Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. 14Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. 15Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: "Colocou lama sobre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!" 16Disseram, então, alguns dos fariseus: "Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado". Mas outros diziam: "Como pode um pecador fazer tais sinais?" 17E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: "E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?" Respondeu: "É um profeta". 18Então, os judeus não acreditaram que ele tinha sido cego e que tinha recuperado a vista.

Chamaram os pais dele 19e perguntaram-lhes: "Este é o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como é que ele agora está enxergando?" 20Os seus pais disseram: "Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego. 21Como agora está enxergando, isso não sabemos. E quem lhe abriu os olhos também não sabemos. Interrogai-o, ele é maior de idade, ele pode falar por si mesmo". 22Os seus pais disseram isso, porque tinham medo das autoridades judaicas. De fato, os judeus já tinham combinado expulsar da comunidade quem declarasse que Jesus era o messias. 23Foi por isso que seus pais disseram: "É maior de idade. Interrogai-o a ele". 24Então, os judeus chamaram de novo o homem que tinha sido cego. Disseram-lhe: "Dá glória a Deus! Nós sabemos que esse homem é um pecador". 25Então ele respondeu: "Se ele é pecador, não sei. Só sei que eu era cego e agora vejo . 26Perguntaram-lhe então: "Que é que ele te fez? Como te abriu os olhos?" 27Respondeu ele: "Eu já vos disse, e não escutastes. Por que quereis ouvir de novo? Por acaso quereis tornar-vos discípulos dele?" 28Então insultaram-no, dizendo: "Tu, sim, és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés. 29Nós sabemos que Deus falou a Moisés, mas esse, não sabemos de onde é". 30Respondeu-lhes o homem: "Espantoso! Vós não sabeis de onde ele é? No entanto, ele abriu-me os olhos! 31Sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aquele que é piedoso e que faz a sua vontade. 32Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33Se este homem não viesse de Deus, não poderia fazer nada". 34Os fariseus disseram-lhe: "Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?" E expulsaram-no da comunidade.

35Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: "Acreditas no Filho do Homem?" 36Respondeu ele: "Quem é, Senhor, para que eu creia nele?"37Jesus disse: "Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo". Exclamou ele: 38"Eu creio, Senhor!" E prostrou-se diante de Jesus. 39Então, Jesus disse: "Eu vim a este mundo para exercer um julgamento, a fim de que os que não vêem, vejam, e os que vêem se tornem cegos". 40Alguns fariseus, que estavam com ele, ouviram isto e lhe disseram: "Porventura, também nós somos cegos?" 41Respondeu-lhes Jesus: "Se fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como dizeis: 'Nós vemos', o vosso pecado permanece". Palavra da Salvação!


Comentando o Evangelho
Jesus é a luz do mundo

O Evangelho de João aprofunda a identidade de Jesus narrando sete sinais. Um deles é a cura de um cego de nascença. Esse sinal reflete o debate existente nas comunidades joaninas entre os cristãos e o grupo de judeus apegados ao legalismo religioso. Conforme podemos perceber no texto, a cegueira era considerada um castigo divino, seja pelos pecados da pessoa, seja pelos de seus antepassados. Um dos agravantes muito sérios para o cego era o seu impedimento de ler a Sagrada Escritura e estudar a Lei, sendo, por isso, considerado um ignorante da vontade de Deus.


Segundo o mesmo Evangelho de João, Jesus veio “para que todos tenham vida e vida em abundância” (10,10). Sua prática não está atrelada à ideologia da pureza dos líderes religiosos judaicos. Ele conhece suas intenções e seus interesses: “São cegos guiando outros cegos” (Mt 15,14). Diante da pergunta sobre “quem pecou”, Jesus procura também “abrir os olhos” dos próprios discípulos, pois também eles estão contaminados com a ideologia dos doutores da Lei. Em vez de achar um culpado, Jesus põe a situação da cegueira em relação direta com o plano de Deus, que resgata a dignidade do ser humano. As “obras de Deus” são realizadas agora por Jesus, a Luz do mundo. Acontece em Jesus o que foi anunciado pelo profeta Isaías, quando este se referiu ao “Servo de Javé” como “luz das nações” (Is 49,6).

Jesus, em caminhada, vê o cego de nascença e toma a iniciativa de curá-lo. Ele o faz por meio da junção de dois elementos: a terra e a saliva. Formam o barro, que lembra a criação do ser humano, conforme descreve o livro do Gênesis: “Deus modelou o homem do barro” (2,7). A ação de Jesus visa recriar a pessoa, oferecendo-lhe nova vida. Conforme o pensamento da época, a saliva transmite a energia vital da pessoa. Portanto, a energia divina de Jesus possibilita a cura.

A graça divina, porém, não exclui o empenho humano. A cura e a libertação que Deus oferece não se dão de modo mágico. O cego deverá seguir a palavra de Jesus e lavar-se na piscina de Siloé, que significa “Enviado”. É convidado a aceitar livremente a luz que Jesus lhe oferece. Seguir o caminho apontado por Jesus significa entrar no processo de conquista de liberdade e autonomia. De fato, o cego recuperará a visão e também a capacidade de pronunciar livremente as próprias palavras, já não oprimido pelo legalismo dos fariseus e também já não dependente de seus pais, representativos da tradição que buscava “segurar” sob sua guarda os filhos de Israel. A conquista da visão verdadeira passa por processos de conflitos e crises, pois mexe com as concepções dominantes. Uma pessoa livre, conduzida por profundas convicções, torna-se ameaça para o poder constituído, pois este procura impor “obrigações”, mantendo a consciência do povo alienada.

O cego de nascença, junto com a recuperação da vista, recebe de Jesus o dom da fé e torna-se seu discípulo. No relato de sua cura aparece, várias vezes, o verbo “nascer”. Demonstra íntima ligação com o episódio do encontro de Nicodemos com Jesus, que lhe indica o caminho do “novo nascimento”. Podemos, então, discernir em que consiste a recuperação da verdadeira visão: é renascer, pela fé, acolhendo a Jesus e deixando-se conduzir pela sua palavra: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). A tradição cristã vai interpretar o ato de lavar-se na piscina de Siloé como o símbolo da regeneração cristã pelo batismo.  (Celso Loraschi, Vida Pastoral nº 277, Paulus)